Tuesday, October 28, 2008

O medo de viajar


 

            Viajar é uma coisa extraordinária. Podemos viajar no sentido se sair de casa e no sentido de sonhar. Um exemplo de viagem é a nossa vida, com dificuldades e barreiras que temos que superar. Para viajar temos que ter responsabilidades.

            Na viagem aprendemos diversas coisas sobre nós e sobre os outros.

            A minha viagem foi uma viagem de sonho a Moçambique na qual o avião, na minha cabeça estava a andar e ao mesmo tempo a cair, por isso estava assustado e com medo de perder a vida. Mas tudo isto passou e quando o avião aterrou senti um grande alívio no peito, foi nesse momento que dei um suspiro de alívio, porque sabia que tinha os pés assentes na terra.

            O medo persegue-nos para todo o lado, mesmo se formos fazer aquilo que mais gostámos.

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Friday, October 17, 2008

O meu Auto-Retrato

Médio de altura, olhos castanhos,

Cabelos castanhos, rosto pálido,

Simpático, divertido,

E nunca olhos tristonhos.


 

Sempre fui assim,

E sempre serei,

Mesmo quando irei,

Para um lugar se fim.

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Monday, October 6, 2008

Liberdade e a Solidão

Ser livre é tudo
É acreditar nas fés
É teres o mundo
Diante os teus pés

Solidão é uma mágoa
Que é díficil esquecer
Mas se encontrares alguém
Ela te irá desaparecer

Daniel Enes

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Friday, October 3, 2008

Minha liberdade

Dentre o que posso te oferecer

Te ofereço minha liberdade

Ainda tímida, recém saída

Do invólucro da invisibilidade

Que a mantinha prostrada

Débil , escondida

 

Te ofereço meus sentimentos inacabados

Ainda não burilados

Em minhas portas e janelas

Há muitas crenças abauladas

Muitas vontades

Em becos fétidos guardadas

 

Preciso sorver a essência da amenidade

O brilho tenaz da humildade

Não há sapiência

Na vaidade

Não há vida

Sem verdadeira serenidade

 

Interessa-me a alma

Despretensiosamente vestida

Quero trocar o casaco de pele

Pela blusa velha , puida

Leve e despojada

Num encontro decisivo com o nada

 

Calço a consciência

Com chinelos surrados

Desafrouxo os cintos apertados

Deixo os pés descalços simplesmente

Ainda que por um evaporável instante

Do meu caminhar errante

 

                            * Úrsula A. Vairo Maia *

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