Tuesday, February 24, 2009

Diário de Bordo

                Mais um dia passava para os marinheiros e a esperança de chegar ao sonho começava a perder-se. Já passaram quase 9 meses e nada. A cada momento que passava a esperança começava a perder-se. Todos os momentos da viagem era mais uma dificuldade que enfrentava-mos. E o cansaço notava-se bastando observar os nossos marinheiros, pelo aspecto. Apresentavam um aspecto muito mau, os olhos pesados, quase sem forças, até o próprio rosto desgastado. E todos os dias era a mesma coisa, trabalhávamos para atingir o nosso sonho. Houve uma atura que nos marcou, quando avistámos um bando de pássaros e um deles pousara em cima da popa. Ao vermos tal coisa pensávamos que devíamos estar perto. Até que chega a altura por que todos esperávamos, quando o nosso melindiano na gávea avista terra, e sem demoras grita: “Terra à vista”! Nesse mesmo momento toda a tripulação parou. Ao aproximar-nos de terra observa-mos que era a terra que tanto desejávamos e que a vegetação era muito diferente do que estávamos habituados a ver. A alegria dentro da embarcação era tal que alguns marinheiros cantavam, dançavam, outros riam-se e até mesmo quem chorasse de alegria por tal felicidade. Ao pousar-mos pé em terra os habitantes de Calecut começaram a estranhar, vedo-nos armados. Pensávamos nós que eles nos iriam atacar, devido ao facto de estarmos armados. Mas Vasco da Gama, como já pensara nesta situação, trazia junto de nós um homem que sabia falar a língua deles. E assim Vasco da Gama dizia para ele o que queria dizer a eles e ele traduzia e vice-versa. Quando eles se aperceberam que fomos lá para espalhar a fé cristã e buscar especiarias, receberam-nos muito bem. Ficamos maravilhados ao facto de ser tudo tão diferente, como as próprias mulheres, a vegetação, os animais, a cultura, a comida, etc. Ficamos espantados pela quantidade de coisas que aprendemos, e que nem sequer sabíamos que existiam. No fim, quando teríamos que partir, foi o momento mais difícil da viagem, deixar de vez o nosso sonho. E mesmo no momento antes de partir toada a tripulação ajoelhou-se e agradeceu a Deus por tudo.    

Posted by Daiman at 12:14:44 | Permalink | No Comments »